Qual Franquia — Descubra · Compare · Invista

Alexandre Costa: do pedido de Páscoa à rede de franquias

De uma encomenda de ovos de Páscoa feita aos 17 anos à liderança de uma rede com milhares de lojas: a trajetória de Alexandre Costa e os números públicos da Cacau Show.

Publicado em 01/11/2026 às 14:50

Alexandre Costa: do pedido de Páscoa à rede de franquias

História: uma encomenda que virou negócio

Alexandre Tadeu da Costa, conhecido como Alê Costa, começou cedo a acompanhar o trabalho de vendas da mãe, Vilma, que comercializava produtos de porta em porta. Aos 17 anos, em 1988, decidiu retomar a venda de chocolates para a Páscoa. Conseguiu encomendas de cerca de 2 mil ovos, mas o fornecedor não tinha como atender ao pedido. Em vez de cancelar, recorreu a uma produtora de chocolates caseiros e ajudou a fabricar os produtos. Segundo relatos publicados sobre o início da empresa, tomou US$ 500 emprestados de um tio para comprar matéria-prima; quitou a dívida e reinvestiu o que sobrou.

A iniciativa deu origem à Cacau Show. Há relatos que situam o começo da operação em 1988 e outros que apontam 1989 como ano de fundação formal. A primeira loja física foi aberta em 2001, e a expansão pelo franchising veio na sequência. Antes de construir uma rede nacional, Costa também vendeu chocolates a padarias e outros estabelecimentos, usando as vendas para sustentar a produção. A história tem um traço recorrente: transformar um problema operacional — não conseguir entregar uma encomenda — em oportunidade de negócio. (abramark.com.br)

Trajetória e expansão

A Cacau Show cresceu combinando fabricação própria, variedade de produtos e lojas de diferentes formatos. A rede passou a ser o principal empreendimento de Costa, que também ampliou a atuação da marca para experiências ligadas a chocolate, hotelaria e entretenimento. Entre os projetos associados à expansão estão os resorts Bendito Cacao e o Cacau Park, iniciativa que leva a empresa para além do varejo tradicional. A estratégia, segundo entrevistas do empresário, é construir uma relação com o consumidor que não dependa apenas da compra de chocolates.

A escala atual ajuda a dimensionar o percurso, mas os números precisam ser lidos com atenção. Em agosto de 2025, a Exame reportou 4.661 lojas em operação. Já em abril de 2026, o Mercado & Consumo informou faturamento de R$ 9 bilhões em 2025 e descreveu uma rede próxima de 5 mil lojas. Esses dados se referem à empresa e à rede como um todo; a quantidade exata de unidades franqueadas, a divisão entre lojas próprias e franqueadas e o total de franquias abertas em um período específico não foram informados nas fontes consultadas. Em entrevista publicada em janeiro de 2026, Costa apresentou metas para 2030 — não resultados já alcançados — de R$ 10 bilhões em vendas da companhia (sell-in) e cerca de R$ 20 bilhões no consumo final (sell-out), considerando diferentes frentes do negócio. (exame.com)

Conquistas e aprendizados para quem empreende

Entre os reconhecimentos recebidos, a EY registra Alexandre Costa como homenageado na categoria Master do Empreendedor do Ano no Brasil, em 2010. Em 2011, ele também foi apontado como vencedor em cobertura jornalística da premiação; as fontes consultadas divergem quanto ao ano associado ao reconhecimento, por isso vale distinguir o registro institucional da EY de reportagens que o situam no ano seguinte. (ey.com)

Para quem avalia empreender, a trajetória mostra a importância de testar uma proposta de valor e garantir a entrega prometida ao cliente. Mas o caso de uma grande rede não deve ser tratado como garantia de sucesso para um novo franqueado: escala, marca conhecida e histórico do fundador não substituem a análise de custos, concorrência local, capital de giro, contrato e suporte oferecido pela franqueadora. O número de unidades, por si só, não informa a rentabilidade de cada operação.

Inspirações e frases públicas

Costa atribui parte de sua iniciativa ao exemplo da mãe, cuja experiência com vendas domiciliares o aproximou do comércio. Em entrevistas, apresenta qualidade, variedade, inovação e encantamento como princípios que orientaram a marca. Também falou sobre a inspiração de Willy Wonka e da Disney para pensar em experiências além do produto. Uma frase atribuída a ele em matéria sobre a expansão da empresa resume essa ambição: “Quero encantar, não só vender”. Já “O show está só começando” aparece como síntese pública de seus planos de crescimento — declarações motivacionais, mas também ligadas a uma estratégia empresarial concreta de diversificação. (revistahoteis.com.br)

Redes sociais

O perfil de Instagram associado publicamente ao empresário é @alecacaushow, onde sua presença inclui bastidores do negócio e conteúdos sobre empreendedorismo. A identificação do perfil foi localizada em serviços de monitoramento de redes; números de seguidores mudam e não são reproduzidos aqui. (app.getshake.ai)

Este perfil foi elaborado com informações da Academia Brasileira de Marketing, do Sebrae, da EY, da Exame, do Mercado & Consumo e de entrevistas publicadas sobre o empresário e a Cacau Show. (abramark.com.br)

Newsletter

O mundo das franquias, na sua caixa de entrada.

Notícias, lançamentos e tendências. Uma vez por semana.

Seus interesses