ABF e Associação Angolana firmam acordo para aproximar mercados e impulsionar franquias
A cooperação entre ABF e AAF prevê intercâmbio de informações, participação em eventos e identificação de oportunidades de expansão entre Brasil e Angola.
Publicado em 06/11/2026 às 17:55

A aproximação entre o franchising brasileiro e o angolano ganhou um novo instrumento institucional. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a Associação Angolana de Franchising (AAF) formalizaram um acordo de cooperação para trocar informações, compartilhar experiências e identificar oportunidades de expansão nos dois sentidos.
O entendimento busca apoiar tanto marcas brasileiras interessadas em entrar ou ampliar presença em Angola quanto redes angolanas que avaliem atuar no Brasil. A iniciativa prevê uma agenda conjunta de intercâmbio e relacionamento, mas não anuncia marcas participantes, projetos de expansão específicos nem abertura de unidades.
O que está previsto na cooperação
Entre as atividades estão o compartilhamento de pesquisas, indicadores do setor, estudos de mercado e experiências relacionadas à gestão e à governança. ABF e AAF também poderão participar reciprocamente de convenções, feiras de negócios, capacitações e outros eventos promovidos pelas entidades.
Na prática, esse conjunto de ações pode oferecer às redes um canal para conhecer melhor as características dos dois mercados e estabelecer contatos com empresários, investidores e profissionais. O diretor internacional da ABF, Gustavo Freitas, destacou que a troca de informações e boas práticas pode ajudar as empresas a identificar oportunidades e a se preparar para uma expansão internacional mais estruturada.
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Pela perspectiva angolana, o presidente da AAF, Euclides Almeida, apontou a experiência brasileira em governança e maturidade operacional como uma referência. Segundo ele, a parceria pode contribuir para estruturar e profissionalizar o franchising em Angola, além de fomentar empreendedorismo e novos investimentos.
Acordo institucional, sem transferência de recursos
O caráter do termo é institucional e gratuito. O texto não prevê aporte nem transferência de recursos financeiros entre as associações. Cada entidade indicará um gestor para acompanhar as atividades, organizar reuniões periódicas e estruturar planos de trabalho específicos.
A vigência inicial vai até 31 de dezembro de 2026, período que coincide com o encerramento do mandato das atuais diretorias das duas entidades. Há possibilidade de renovação. O acordo também contempla o alinhamento de práticas de governança e de proteção de dados pessoais, considerando a legislação brasileira — incluindo a LGPD — e a legislação angolana.
Essas condições ajudam a dimensionar o alcance do anúncio: trata-se de uma estrutura para cooperação e aproximação, não de um compromisso de investimento ou de uma garantia de entrada em qualquer mercado. O comunicado tampouco informa valores, metas de expansão, prazos para inaugurações ou marcas que já tenham decidido operar nos dois países.
O que redes e candidatos a franqueados podem observar
Para uma rede que considere internacionalizar sua operação, o acordo pode representar uma oportunidade de buscar informações e interlocutores por meio das associações. Ainda assim, a participação institucional não substitui a análise própria de cada empresa sobre as condições do mercado em que pretende atuar. A existência de canais de cooperação não significa, por si só, que uma marca esteja pronta para exportar seu modelo ou que haja uma oferta de franquia disponível.
Quem avalia investir em uma unidade deve acompanhar eventuais anúncios concretos das redes e verificar diretamente se há oportunidades formalizadas. Neste momento, o acordo divulgado não apresenta marcas, condições comerciais ou propostas destinadas a candidatos a franqueados. Para o investidor, portanto, a principal informação é a abertura de uma agenda bilateral; qualquer decisão dependerá de oportunidades específicas que venham a ser comunicadas pelas empresas.
Ao aproximar as entidades, ABF e AAF criam um canal para fazer circular conhecimento e facilitar o contato entre os mercados brasileiro e angolano. O avanço prático da iniciativa dependerá dos planos de trabalho e das ações que as associações vierem a organizar dentro do prazo estabelecido.